Por que “formatar e reinstalar” antes da perícia pode custar milhões

É comum que equipes técnicas, ao identificar uma máquina comprometida, optem por formatar e reinstalar o sistema operacional. Embora essa prática possa restaurar a operação rapidamente, ela pode eliminar vestígios essenciais para a investigação.

Esses vestígios incluem logs de ataque, artefatos de malware, arquivos temporários e até fragmentos de memória que poderiam indicar autoria, método de ataque e extensão da intrusão.

A perda dessas evidências compromete não apenas a responsabilização judicial, mas também relatórios a órgãos reguladores e acionamento de seguros cibernéticos.

O custo de não preservar evidências pode superar em muito a economia inicial: multas regulatórias, litígios e danos reputacionais.

A recomendação é isolar sistemas afetados e acionar especialistas em DFIR antes de qualquer reinstalação.

Imagem: iStock.com/gorodenkoff